História

Conheça aqui a história do CEPA

No dia 13 de junho de 1951 o CEPA – Círculo de Estudo Pensamento e Ação, iniciou suas atividades culturais e, 59 anos depois, continua sua missão de promover a cultura na Bahia. Entre suas ações, se destacam atividades filosóficas, teológicas, literárias, artísticas e de cunho educativo-cultural.

História: O CEPA é uma instituição cultural que tem o objetivo de estimular e desenvolver atividades culturais, sociais e recreativas, como cursos, palestras, conferências, pesquisas, projeções de filmes, exposições culturais e atividades científicas, filosóficas, teológicas, de artes eruditas ou folclóricas. Também edita livros, jornais, revistas e outras publicações pertinentes a suas finalidades.

Passaram pelo CEPA, nesses 59 anos, toda a geração dos amigos de Glauber Rocha, como  João Carlos Teixeira Gomes. Na sede da Saúde falaram famosos jornalistas, como Carlos Frederico Werneck de Lacerda, e o professor Hélio Rocha. Foi o primeiro movimento que teve uma geração inteira estudando cinema com Jamil de Almeida Bagdede, Vivaldo Cairo – que fez o livro Cinema, Negócio Fabuloso e era crítico cinematográfico – David Salles, Paulo de Marco e, enfim, José Telles de Magalhães e Luis Paulino dos Santos, que já entendiam tecnicamente do assunto e a quem Glauber Rocha chamou para trabalhar com ele.

O CEPA produziu durante quase 60 anos, artistas e professores como, Jayme Cardoso, Calazans Neto, Fernando Rocha, Fernando da Rocha Peres, Ubirajara Rebouças e Paulo Gil Soares. Preparou uma geração política e de empresários com Genebaldo Correia, Edvaldo de Brito, Manoel Hermes, Luiz Gonzaga do Amaral Andrade, França Teixeira, Walney Moraes Sarmento, Rizodalvo Menezes, Theodiano Bastos, Paulo Cesar Torres e tantos outros.

Publicações – Inicialmente, o CEPA lançou oito números do Jornal Grande Salvador, 10 números da Revista Logos e, sendo um movimento leigo, mas ecumênico, publicou uma revista sobre teologia com vários padres e pastores sobre as perspectivas teológicas no século XXI. Outro fato de alto valor é que a revista CEPA Cultural, que chegou ao número 31, foi considerada a melhor revista baiana dos anos 1950 a 1990 juntamente com a Revista da Bahia surgida em 1964 no Governo de Lomanto Júnior. Entre 1981-1991 publicou mais de 150 livros de poesia, filosofia, teologia, educação, antologias poéticas e de crônicas. Promoveu sete concursos de poesia e prosa, dois concursos internacionais em poesia e prosa em português, inglês e espanhol; fez uma revista homenageando Castro Alves e uma antologia denominada Castro Alves Vivo. Além da antologia distinguindo Cora Coralina, Zumbi, Rubem Braga, este de Crônica.

6 Responses to História

  1. paulo cac says:

    Gostaria de saber se a revista CEPA Poesia ainda existe e em que número ela se encontra.
    Grato
    paulo

  2. paulo cac says:

    Gostaria de saber se a Revista CEPA Poesia ainda esta sendo publicada. Em que número ela se encontra?
    Grato
    paulo

  3. Cynthia Cairo says:

    Sou neta de Vivaldo Cairo(falecido), quero saber mais sobre a atuação dele na CEPA.

    • elder says:

      Prezada Cynthia Cairo

      Seu avô, Vivaldo Cairo, fez parte do CEPA do Rosário. Quando, sabe Deus por que, mas em Deus há uma Providência, tínhamos uma geração inteira de pessoas estudando cinema: Jamil Almeida Bagdede, Osman Bagdede, David Salles, Luiz Paulino dos Santos, José Telles de Magalhães e o seu avô, que publicou nessa época um livro chamado “Cinema: Negócio Fabuloso”, lançado no CEPA do Rosário e depois na então existente Academia Castro Alves, da qual ele fazia parte. Através desse grupo, surge Glauber Rocha, cuja vocação era para teatro e literatura. O que tínhamos, lhe oferecemos: cinema. Vivaldo, vendo o dinamismo de Glauber e notando como ele aprendeu de Jamil cinema em geral, americano e europeu, Vivaldo dizia: “Este menino é um gênio”. Seu avô, eu encontrei várias vezes no Cinema Liceu, que era uma sala magnífica, com uma pasta na mão – sempre com uma pasta na mão – levando recortes de jornais, notícias, suas anotações. Depois, de 1964 a 1970, Vivaldo apareceu na Imprensa Oficial da Bahia e publiquei-lhe vários trabalhos sobre Castro Alves. Já na antiga Semana Católica, publicou também uma análise poético-biográfica de Castro Alves por quem era apaixonado como poeta. Conheci-o também em Itapagipe, numa praia, depois da Avenida Beira Mar, onde havia um conjunto de apartamentos. Parece-me que a praia se chama Bogary, não sei se a memória está me ajudando ou não. Levava a minha mulher e os meus filhos para tomarem banho e depois ia visitar Vivaldo, recortando e analisando papéis. Homem afável, agradável, delicado, o típico baiano. Entretanto, quero lhe frisar, o que não fiz antes, que na Imprensa Oficial ele publicou um livro chamado “Memórias Inesquecíveis”, que eu tinha, mas não sei atualmente como desapareceu. Ele analisava, nesse livro de memórias, cada um dos autores intelectuais da Bahia. Outro detalhe sobre ele é que demonstrava um amor extraordinário pela mãe. Parece-me que morava esta em Brotas. Em todos os trabalhos historiando a vida do CEPA, não deixo de citar Vivaldo Cairo. Teria um prazer imenso em conhecê-la de perto para pertencer e participar do CEPA e no CEPA, como seu avô o fizera. Temos todos os sábados, na Faculdade Dois de Julho, reunião do CEPA, a partir das 14:30h, primeiro com uma aula de História da Filosofia, a próxima começa no sábado dia 06/08, na Av. Leovigildo Filgueiras, 81 Garcia. Seria um prazer conhecê-la. São os traços gerais sobre Vivaldo que lhe passo, mas a estima foi grande sempre, dele por mim e de mim por ele. Algumas vezes, no apartamento lá na praia já citada, vi um ou dois filhos dele. Não lembro os nomes e não sei se um deles será o se pai. Apareça e retomemos o fio da meada da destinação da vida, que é uma carta com endereço escrita por nós e inspirada por Deus.

      Cordialmente,
      Prof. Germano Machado – Fundador do CEPA, movimento educativo-cultural, existindo há 60 anos, sem nenhum apoio ou pouquíssimo, dos poderes públicos e de particulates. Luta que levarei até o último instante.

      Seja feliz.

      • Cynthia Cairo says:

        Estou tão emocionada em ver tudo issso!!ele teve 6 filhos ,5 homens e uma menina,de todos meu pai Edmaio Cairo ,filho mais velho ,já faleceu,realmente minha alegria e saber da historia de minha familia,e preincipalmente de quem não puder conviver!!vou copiar esse texta e enviar para meus tios e familiares!!vou aparecer quero muito apertar sua mão!

  4. ana angélica vergne de morais says:

    Prezado Germano, Bom dia,
    É com imensa alegria que lhe escrevo para parabenizá-lo pela pertinencia e determinação em fazer permanecer essa entidade importante para as novas geraçoes no aprofundamento de temas e assuntos significativos na formação do cidadão. Não sei se vai lembra de mim mas fiz parte do primeiro grupo do CEPA juntamente com minha irmã Ilceia Vergne de Abreu e eu Ana Angélica Vergne de Abreu. Casei e vim morar em Feira de Santana onde sou professora da Universidade E. de Feira de Santana. Aqui estou há 45 anos.Venho acompanhando o seu trabalho e o do grupo e por isso fico feliz em saber que os nossos ideais do começo não se perderam no tempo.Fui do tempo de Jamil Bagded. Gostaria de enviar um abraço a Miriam sua esposa.b Espero que essa correspondencia possa encontrá-los com vida e saude. Aqui estou a disposição no que voces, por ventura, precisarem e estiver ao meu alcance. Um abraço fraterno da companheira de sempre nos ideais da democracia e da cidadania. meu email é o mesmo

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