Entidades de promoção e ampliação do universo cultural do cidadão merecem apoio

Vanda Angélica da Cunha

Sim, merecem apoio, não precisam mendigar ajuda! As entidades que lidam com cultura  são da maior relevância e representam inestimável serviço à sociedade complementando a função e às vezes cobrindo sérias lacunas, lamentáveis ausências do poder público, que por lei, é o responsável pelo fomento, estímulo, estrutura e aporte de verbas públicas, que são compostas com o pagamento de taxas e impostos pagos pelos cidadãos,  para que retornem em serviços e produtos de benefício geral à sociedade. Não é favor nenhum que o poder público  apóie com recursos financeiros, humanos e tecnológicos as entidades culturais no Brasil. E sempre me pego questionando:  por que se desenvolveu essa cultura de tais entidades dignas de respeito e admiração pela seriedade de seus condutores, participantes e colaboradores viverem a mendigar recursos e  penarem na dependência de favores de políticos, empresários e líderes intermediários nos setores do governo e da área de empresas?

A Carta Magna, nossa Constituição Federal, seguida da Constituição de cada Estado da Federação e da lei Orgânica dos municípios brasileiros são instrumentos legais que trazem artigos que expressamente determinam ao poder público o dever de fomentar  e apoiar a cultura. Será que nosso problema é a desinformação? Resisto a acreditar nisso considerando que vivemos num tempo de informação com amplitude de irradiação – jornais, revistas, rádio, televisão, internet, redes sociais, aparelhos móveis com forte poder de receber e circular em tempo real o que ocorre em nosso bairro e no mundo inteiro. A facilidade de fluxo é uma verdade também. Isso sem falar em instituições fixas – escolas, universidades, academias, grupos, associações  científicas, literárias, artísticas, religiosas, filosóficas, etc. que congregam pessoas que interagem trocando idéias, experiências, publicando e fazendo circular suas produções.

Sem nenhum propósito de fazer propaganda mas focada no meu dever pessoal e profissional, de manter as pessoas informadas trago a esse espaço a provocação que fiz ontem no facebook da Alas – Academia de Letras e Artes do Salvador, no sentido de que nossas entidades culturais deixem de lado o discurso da queixa da falta de apoio e troque isso pela postura proativa de concorrer aos editais que o poder público Federal e Estadual  vêm oferecendo seja na área da pesquisa científica, da extensão ou de apoio de infraestrutura  para ações concretas. Sei, por experiência própria, que se o projeto é bem estruturado vence a concorrência. Concordo que é trabalhoso fazer o projeto e desenvolvê-lo. Mas é a única forma digna, não se fica devendo favores e se constitui o modo proveitoso de realizarmos um bom trabalho para a sociedade. Vale a pena. Ah! Como vale !

Sugiro consultar o sítio do Ministério da Cultura:

http://www.cultura.gov.br/inscricoes-abertas/-/asset_publisher/kQxYTMokF1Jk/content/editais-da-diretoria-de-livro-leitura-literatura-e-bibliotecas-no-ambito-do-pn-1/10883

 

O investimento total dos referidos editais é de R$6,6 milhões, valor que será dividido em 4 eixos de ação:

1) PRÊMIO BOAS PRÁTICAS E INOVAÇÃO EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS

O Investimento é de R$ 1.700.000,00 para premiar 52 projetos com R$ 32.000,00

2) PRÊMIO LEITURA PARA TODOS: PROJETOS SOCIAIS DE LEITURA

O Investimento é de R$ 1.500.000,00 para premiar 30 projetos de R$ 50.000,00

Linhas de ação:

1. Iniciativas Sociais de Promoção da Leitura

2. Formação e mediação de leitura:

3) BOLSAS DE FOMENTO À LITERATURA

Investimento é de R$ 1.900.000,00 e forneceremos 100 bolsas

4) CIRCUITO NACIONAL DE FEIRAS DE LIVROS E EVENTOS LITERÁRIOS

Investimento: R$ 1.500.000,00 para apoiar até 15 projetos

Confira a íntegra dos editais, participe!

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Salvador–BA 26 de abril de 2014

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